Inovação no agronegócio eleva patamares de produtividade, afirma diretor-executivo da Andef

publicado em: 28 de junho de 2017

Inovação no agronegócio eleva patamares de produtividade, afirma diretor-executivo da Andef

“No início da segunda quinzena de maio, o Brasil teve uma das melhores notícias dos últimos dois anos, frente a tudo o que tem acontecido na nossa economia: estima-se que o país saia da recessão em 2017 e tenha crescimento de 0,5% e inflação abaixo de 4%, de acordo com o índice antecipado do Banco Central. Apesar da profunda crise política que traz um alto grau de incerteza a estas projeções, é possível afirmar que o setor do agronegócio será o salvador da pátria, mais uma vez, por representar metade da expansão do PIB neste ano”, declara Mario Von Zuben – diretor-executivo da Andef e organizador do Fórum Inovação para Sustentabilidade na Defesa Vegetal, realizado em 21 de junho – frisando que ao dizer “mais uma vez”, não está agindo “com prepotência ou arrogância, mas, sim, porque dados do último ano mostram que o setor de agropecuária – englobando insumos, indústria e serviços dentro da cadeia, teve seu PIB 4,48% maior do que 2015”.

Considerando que em escala mundial, “a produção ainda precisa crescer para dar conta da demanda. Esse mercado em expansão é uma oportunidade de bons negócios, mas é, principalmente, um grande desafio – produzir mais sem destruir o planeta no caminho, trazendo mais inovação e sustentabilidade para o segmento”, Zuben explica que a sustentabilidade “deve ser vista em três dimensões: social, ambiental e econômica. Tanto quanto a necessidade por alimentos, nas últimas décadas, observou-se um aumento significativo das pressões sociais em prol de causas ambientais em praticamente todo o mundo”.

As estimativa da ONU, de que será necessário alimentar mais de 9 bilhões de pessoas até o meio deste século, somadas às informações da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), de que, para evitar uma crise alimentar em escala mundial, conforme estimativas é necessário aumentar a produção em 70%, levam o diretor-executivo da Andef a prever que ”a inovação, em conjunto com práticas sustentáveis no campo, não será apenas lucrativa, mas necessária para a prosperidade da humanidade. Para isso, a humanidade conta com a sua habilidade inventiva”.


Além disso, Zuben lembra que a tecnologia empregada nos defensivos agrícolas “ajudou a aumentar a produção agrícola brasileira nas últimas décadas, mas a inovação é, por definição, dinâmica e, portanto, precisa incessantemente de pesquisas. As novas tecnologias que estão no papel agora farão com que o Brasil aumente ainda mais a produtividade agrícola nos próximos anos. O Brasil, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, usou 18,5% da produção mundial de defensivos ou fitossanitários em 2015. Nos últimos cinco anos, esse consumo cresceu 14%, mas, no mesmo período, a produção de grãos aumentou 40%. Sobre os defensivos agrícolas, precisamos manter a responsabilidade para com o ambiente. O produto precisa ser inofensivo tanto ao produtor quanto ao consumidor final”.

Mostrando os ganhos nesse campo, o diretor da Andef  cita o fato de que pequenas propriedades rurais” conseguem alta produtividade em pouco espaço graças a um intenso esforço para desenvolver técnicas e defensivos. Quando aplicado nas lavouras de forma consciente, ao proteger de pragas, doenças e ervas daninhas, os defensivos aumentam a produção sem necessitar ampliar a área de plantio”. Como argumento, cita Johan Schot e Frank W. Geels (2008), da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, para quem “o desenvolvimento sustentável requer mudanças técnicas e sociais, por elas estarem profundamente relacionadas. O Relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento definiu o desenvolvimento sustentável como aquele que atende às necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades”.

Inovação é palavra-chave neste contexto, principalmente para o Brasil, onde “a inclinação à inovação ainda é  tímida, e parcela relevante da nossa competitividade internacional é fundamentada em uma produção que faz uso de recursos naturais”, reforça Zuben, utilizando como fundamento dados oficiais sobre investimentos públicos. “O governo destina 0,61% do PIB brasileiro ao desenvolvimento de tecnologia, número um pouco abaixo do 0,69% investido em média pelos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Pela iniciativa privada, a diferença entre o Brasil e outros países é ainda maior: apenas 0,55% do PIB é aplicado em pesquisa e desenvolvimento. A Coreia do Sul, por exemplo, investe 2,68%. Atualmente, o incentivo do Governo aos investimentos para a inovação chega, principalmente, por meio de renúncia fiscal, a chamada Lei do Bem (Lei 11.196/05­). No mundo, esse modelo se mostrou bem-sucedido em longo prazo”, comenta.

“Apesar de a inovação ser palavra-chave do novo milênio, temos carência na produção tecnológica. É preciso compreender que ampliar a capacidade competitiva do país visa investimento em inovação acarretará em vantagens sociais e ambientais”, recomenda o diretor-executivo da Andef.



fonte: Mundocoop

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